De Pelé a Danilo, mais de 47 jogadores nascidos em Minas Gerais já defenderam o Brasil em Copas do Mundo. A história que o futebol confirma.

Pelé nasceu em Três Corações. É a resposta que para qualquer conversa. O maior jogador de todos os tempos veio ao mundo numa cidade do Sul de Minas, no dia 23 de outubro de 1940. Cresceu em Bauru, fez carreira no Santos, virou rei. Mas o registro de nascimento não mente: Edson Arantes do Nascimento é mineiro. E é o único jogador na história a conquistar três títulos mundiais.
Essa é a primeira coisa que precisamos dizer quando o assunto é Minas Gerais e Copa do Mundo. Não porque precisa de argumento pra provar nada, Minas nunca precisou. É porque a maioria das pessoas não sabe. E aí vira curiosidade de bar, daquelas que fazem a noite render até o café frio.
desde 1934
A primeira vez que um mineiro entrou em campo numa Copa do Mundo foi em 1934, na Itália. Canalli, meia de Juiz de Fora que jogava pelo Botafogo do Rio, embarcou no navio que levou a delegação brasileira até Gênova, quinze dias de travessia no mar. O Brasil perdeu de 3 a 1 pra Espanha e foi eliminado. Canalli era titular naquela partida.
Desde então, em 18 das 22 edições do torneio, Minas Gerais esteve representada em campo. São mais de 47 jogadores nascidos no estado que defenderam o Brasil em Copas. Um número que poucos estados podem alcançar.
os anos de ouro: 1970, 1978 e 1982
O tricampeonato de 1970 no México ficou na história como a melhor seleção brasileira de todos os tempos. E tinha três mineiros nela: Pelé, Tostão e Wilson Piazza. Tostão era o camisa 9 do Cruzeiro e um dos maiores jogadores daquela geração técnico, inteligente, decisivo. Piazza, também do Cruzeiro, era o zagueiro que dava segurança na defesa. E Pelé era Pelé 30 anos de idade, no auge, disputando sua quarta Copa.
Mas foi no final dos anos 70 e começo dos 80 que Minas viveu seu auge nas Copas. Em 1978, na Argentina, cinco mineiros foram convocados: Reinaldo (de Ponte Nova), Oscar (de Monte Sião), Toninho Cerezo (de Belo Horizonte), Gil e Rodrigues Neto. Em 1982, na Espanha, outros cinco: Oscar, Toninho Cerezo, Luizinho, Paulo Isidoro e Éder.
Éder nasceu em Vespasiano e é daquelas histórias que Minas sabe criar bem: meia-atacante de esquerda, pé forte absurdo, gols que a gente não esquece. O Brasil daquela Copa não ganhou o título caiu pra Itália de Paolo Rossi, 3 a 2, num jogo que ainda dói. Mas aquele time jogava bonito de uma forma que até os adversários reconheciam.
E quem comandava aquela seleção? Telê Santana, nascido em Itabirito, Minas Gerais. Mineiro dirigindo mineiros. O único técnico do estado a levar a seleção a duas Copas consecutivas 1982 e 1986.
"As histórias mais interessantes costumam estar escondidas nos detalhes que quase ninguém percebe. Minas sempre soube disso."
a geração dos anos 2000: pentacampeãs
O pentacampeonato de 2002 no Japão e na Coreia do Sul teve dois mineiros titulares: Roque Júnior, zagueiro de Santa Rita do Sapucaí, e Gilberto Silva, volante de Lagoa da Prata. Gilberto Silva é um daqueles jogadores que precisam de mais reconhecimento. Peça fundamental do esquema de Felipão, fazia o trabalho invisível que permitia o resto do time jogar. Disciplinado, posicionado, consistente.
Quatro anos depois, na Alemanha, ele voltou à Copa. Ao lado de Fred, atacante de Teófilo Otoni. Dois mineiros, de cidades completamente diferentes no mapa do estado, representando o Brasil juntos num Mundial.
danilo, de bicas pra copa do mundo
Tem uma cidadezinha de 15 mil habitantes na Zona da Mata de Minas chamada Bicas. É lá que nasceu Danilo o lateral que virou um dos mineiros mais presentes na história recente da seleção brasileira. Três Copas: 2018, 2022, e agora 2026. Começou nos campinhos de terra, foi revelado pelo América-MG, passou por Santos, Porto, Real Madrid, Manchester City e Juventus. Virou capitão da seleção. Mas é de Bicas.
Toda vez que a seleção entra em campo, tem um pouco de uma cidade de 15 mil habitantes dentro daquele time. É assim que Minas funciona. Não faz barulho. Só aparece quando é hora.
o que o futebol confirma
Mais de 47 jogadores. 18 edições. Três títulos mundiais. Um técnico que dirigiu a seleção duas vezes seguidas. Minas não precisa se explicar no futebol, assim como não precisa se explicar em muita coisa. A história fala por si: de Canalli em 1934 até Danilo em 2026. De Três Corações até o mundo.
E com a Copa de 2026 começando, é hora de Minas estar representada dentro e fora de campo.
Vista Minas. Vista o Brasil.
A coleção que celebra quem carrega identidade no que veste.
comprar agora